Olhar o Japão pelos Livros é o terceiro capítulo de uma história oriental contada por investigadores para um público curioso e destinada a divulgar outras geografias e outras culturas de uma Ásia tão afastada no espaço e tão próxima nas memórias.
Através das palavras de autores mais ou menos famosos, mais ou menos reconhecidos, pretende-se lembrar a alma do povo japonês alicerçada no seu arquipélago.
Este caleidoscópio temático – organizado cronologicamente do mais antigo para o mais moderno entre os autores escolhidos -, sendo da responsabilidade de diferentes colaboradores de múltiplas formações, interesses e vivências, procura trazer ao leitor um refrescamento de conteúdos a quem pretenda uma aproximação ao universo civilizacional nipónico.
E nosso propósito recordar elos do passado e suscitar interesses para o futuro, porque abrir um livro é uma viagem no tempo e no espaço
Coordenação: Eduardo Kol de Carvalho e Carmen Amado Mendes
ISBN: 978-972-8586-77-5 Editores: CCCM Edição: Lisboa, 2026 | Idioma: Português | Nº Páginas: 243 Dimensões: 230x150x17 mm Peso: g
Depois de Olhar a China pelos Livros, volta-se a olhar o Oriente pelos contributos livrescos que ao mundo foram dados. Repete-se o desafio, desta vez focado no território de Macau – Olhar Macau pelos Livros –
para que novos olhos possam nos dizer o que foi visto em lugares que já um dia foram olhados. Fazem parte desta nova coletânea dezasseis coautores a que correspondem dezassete obras literárias de escritores referenciados sobre a denominada Terra do Santo Nome de Deus. Um exercício de observação, reflexão e análise de contextos orientais através de livros de referência, captações empíricas de momentos históricos, imagens e paisagens ou sentimentos de experiências vividas. As novas perceções foram colocadas em confrontação com os contextos já anteriormente registados em obras de referência. Entre diversos estilos literários, desde a focagem no pequeno porto de abrigo que aos portugueses foi dado, figuras da história ou análise aos caminhos da modernidade, ressalta o papel de Macau como terra de encontros e desencontros entre culturas desiguais.
Coordenação: Jorge Tavares da Silva e Carmen Amado Mendes
ISBN: 978-972-8586-66-9 Editores: CCCM – UM – FCM Edição: Lisboa, 2024 | Idioma: Português | Nº Páginas: 151 Dimensões: 230x150x10 mm Peso: 254 g
O catálogo “Os Fundamentos da Amizade, Cinco Séculos de Relações Culturais e Artísticas Luso-Chinesas”, obra de autoria colectiva, acompanhou a exposição com que o CCCM assinalou a abertura de portas ao público, em 1999. A exposição teve por comissário científico Fernando António Baptista Pereira. No catálogo observam-se as mais de 420 peças exibidas na exposição: desde os objectos arqueológicos a valiosas obras de arte, de manuscritos a livros impressos e cartografia. O catálogo da exposição está estruturado em três partes. Na primeira, “À procura do entendimento”, aborda-se, em traços largos, as histórias de Portugal e da China, até aos começos do séc. XVI. Na segunda parte, “Os Frutos do Entendimento”, surge Macau, como “Cidade de Encontro”. Por fim, “O Legado do Entendimento”, discorre sobre o estatuto da Região Autónoma e Administrativa de Macau e as realizações dos anos da transição.
Coordenador: Fernando António Baptista Pereira, (Catálogo de Exposição)
Assiste-se hoje a uma renovação, quantitativa e qualitativa, dos estudos acerca da acção dos Jesuítas na China, Ming e Qing, e dos impactes da mesma nos horizontes europeus de conhecimento e de valoração da civilização chinesa.
Isabel Alexandra Murta Pina, investigadora CCCM/FCT, é uma das figuras deste quadro geracional de, mais e melhor, investigação, em língua portuguesa, acerca de matérias que implicam Portugal, e a restante Europa, com a China.
Autor: Isabel Pina
ISBN: 978-972-858-652-2 Editores: CCCM Edição: Lisboa, 2008 | Idioma: Português | Nº Páginas: 222 Dimensões: 230x150x50 mm Peso: 376 g
Em Maio de 2011, nos dias 20 e 23 a 26, decorreu em Macau o “I Encontro sobre a História da Tradução em Macau” numa organização conjunta do Instituto Politécnico de Macau e do Centro Científico e Cultural de Macau. Em 2013, surgiu a publicação das actas dos quatro dias de trabalho antecedida da conferência de abertura, acerca de Macau: Processo e Função, um panorama mais global sobre constantes históricas e sócio-económicas que possibilitam a condição multilinguística desta multissecular cidade intermediária da China com Portugal/Europa, Brasil e África. Em 2016, numa edição conjunta da Fundação Macau, Instituto Politécnico de Macau e Centro Científico e Cultural é publicada a versão chinesa das mesmas actas.
Edição de: Luís Filipe Barreto e de Li Changsen
ISBN: 978-972-858-535-5 Editores: CCCM – FM – IPM Edição: Lisboa, 2013 | Idioma: Português | Nº Páginas: 178 Dimensões: 235x170x12 mm Peso: 348 g
Nos dias 21, 22 e 23 de Abril de 2009, dois ex-ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal, José Medeiros Ferreira e Pires de Miranda, quatro antigos Governadores portugueses de Macau, Garcia Leandro, Pinto Machado, Carlos Melancia e Vasco Rocha Vieira, e o Embaixador Pedro Catarino debateram, no CCCM, juntamente com os investigadores Luís Filipe Barreto e Moisés Silva Fernandes, os Rumos de Macau e das Relações entre Portugal e a China de 1974 a 1999.
O CCCM edita agora, nos inícios de 2010, as comunicações destes três dias de reflexão e de diálogo. Os sete autores mencionados possuem um estatuto complexo. São sujeitos chave na ação política, dos acontecimentos de Macau e das relações de Portugal-China no último quartel do século XX. São, ao mesmo tempo, no século XXI, objetos individuais de investigação em História e Relações Internacionais. São também produtores e possuidores de relevantes fontes primárias, em diferentes momentos entre 1974 a 1999, ao mesmo tempo que a sua memória, individual e coletiva, post 1999, constitui significativa fonte secundária. É toda esta pluralidade de ação e memória, de testemunho e reflexão que enriquece mais esta edição do Centro Científico e Cultural de Macau.
O sentido último da investigação sobre os patrimónios culturais chinês, indiano, japonês, em Portugal não se esgota nos caminhos académicos. É preciso traduzir todo este já alcançado e a alcançar em práticas sociais, em políticas culturais e económicas, em ações de turismo e informação, em formação e investimento. É preciso transformar o acumulado passado, existente no presente, em presença e potencial futuros. Esta coedição CCCM/Fundação Jorge Álvares, sob a coordenação de Luís Filipe Barreto (Presidente do CCCM) e Vítor Serrão (Diretor do Instituto da História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) é um contributo para esse desafio. Um contributo que se deve, antes de mais, aos autores dos estudos agora publicados.
O conjunto de textos reunidos neste volume caracterizam-se por proveniências disciplinares muito diversas e constituem-se como focos de luz em zonas de obscuridade, abrindo novas perspetivas sobre uma realidade, e uma história muito longa, que genericamente designamos por cultura goesa ou por cultura indo-portuguesa. Fenómeno de longa duração, aqui se cruzam duas grandes tradições culturais com mundividências muito diversas, que motivaram lutas, confrontos, disputas e guerras, mas onde também se inscrevem cooperações, acordos, cumplicidades e intercâmbios que tomam esta realidade muito complexa e difícil de se reduzir a um ponto de vista único.
Numa visão alargada, cada um dos textos aprofunda aspetos muito concretos da presença portuguesa na índia, espelhando olhares de uma realidade e de uma história de mais de quatro séculos
Catálogo trilingue (Português, Inglês e Chinês), com 372 páginas, integra um aprofundado estudo da colecção Qingjingtang e a contextualização das peças nas diferentes tradições da cerâmica Song, da autoria de Robert D. Mowry; um ensaio sobre os novos conhecimentos decorrentes dos recentes achados arqueológicos, de Song Baocai; e um breve enquadramento histórico, de Elisabetta Colla. Estão ainda reproduzidas todas as peças que integram a exposição.
Autores: Robert D. Mowry, Song Baocai, Elisabetta Colla
The Studies now published by Ronnie Po-chia Hsia, Roderich Ptak, James K. Chin, Jorge Santos Alves, W. F. Vande Walle and Elisabetta Corsi, together with the book on Manila by Juan Gil make a significant contribution to what is known about these cities and port networks from 1400 to 1800.
Chinese and Portuguese sources, together with Spanish, Dutch, Italian and Malaysian sources have unveiled a panoply of facts and factors that have generated more and better knowledge of the functions of the port cities as international and intercultural centers and networks.
Autores: Luís Filipe Barreto e de Wu Zhiliang
ISBN: 978-972858-629-4 Editores: CCCM – FM Edição: Lisboa, 2012 | Idioma: Inglês | Nº Páginas: 206 Dimensões: 240x170x13 mm Peso: 404 g
Portugal and especially Lisbon have a special place as the natural basis of the ‘Padroado’ in general, and more in particular as the logistic platform of the same mission; this is materialized in the “procuratura” and its “procurator Missionum Orientalium”, both in the Colégio de Santo Antão. For many reasons, some internal (such as the loss of large parcels of the original historical documents) but others external (such as the wide-ranging ‘impetus’ of the research conducted in other countries, such as France and Italy) the country has not always been given the place it deserves. This observation applies to the field of general culture, including Portuguese book and reading culture, in every possible domain; more precisely Portuguese science is an almost absent chapter in the study of the Far Eastern mission. This is immediately revealed by my more comprehensive study of the circulation of Western books from Europe to China in the same period (more precisely, between ca. 1650-1770).
Este livro de memórias do embaixador Chen Ziying, nascido em Beijing em 1932, é um conjunto de reflexões fruto de meio século de trabalho diplomático. O autor foi embaixador da República Popular da China em Portugal, nos anos de 1987 a 1989, e em seguida Director do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau e membro da Comissão de Redacção da Lei Básica de Macau.
Diplomata de larga experiência, com carreira também no Canadá e Estados Unidos, Irão e Iraque, Guiné e Tanzânia, Reino Unido e Holanda, dá-nos, nesta obra, visões sobre outros espaços e gentes. Ao mostrar o seu olhar revela, também, a China e o modo como, nos finais do século XX, a China se vê e vê o resto do mundo.
Autora: Chen Ziying
ISBN: 978-989-814-010-4 Editoras: CCCM-ID Edição: Lisboa, 2010 | Idioma: Português | Nº Páginas: 142 Dimensões: 240x160x10 mm Peso: 348 g