Antologia da Literatura Timorense de Tradição Oral - I. Oecusse

Antologia da Literatura Timorense de Tradição Oral – I. Oecusse

25,00

A literatura de transmissão oral é uma herança, e as heranças inscrevem-se no tempo. Importa reuni-las para que não as dissipem os dias. E que delas fique sempre aquilo que brilha mais e melhor: o ouro da palavra, por vezes preservada na prata do silencio, como num relicário. Que é também, afinal, o livro, um livro-memória -nome redondo, retundo, redundante, como todas as palavras, que repetem sempre o mundo e os homens. Ao abrigo do tempo, a palavra escrita não grita: habita sabiamente entre falar e calar

Autor: Anabela Leal de Barros

ISBN: 978-989-35434-3-6
Editores: Grão-Falar
Edição: Lisboa, 2023 | Idioma: Português | Nº Páginas: 351
Dimensões: 189x131x22 mm
Peso: 420 g

Beyond the Seas: Routes, Traders and Narratives of Macau and the South China Sea

Beyond the Seas: Routes, Traders and Narratives of Macau and the South China Sea

30,00

This volume focuses on interactions within the South China Sea and Macau from approximately 1200 to 1750. It examines maritime contacts in that period, emphasizing their global and complex nature.

The volume is divided into two parts: “Around and about South China Sea” and “Around and about Macau and the Dutch”, featuring thirteen contributions which explore questions related to historical geography, traditional cartography, nautical conventions, commercial exchange, individual sources, the Luso-Dutch clash in 1622, and its reception in later times.

By presenting these diverse perspectives, the volume aims to provide an overview of current research in the field, highlighting the intricate histories and lieux de mémoire that have significance both locally and globally over centuries.

Coordenação: Arianna Magnani e Elisabetta Colla

ISBN: 978-972-8586-72-0
Editores: CCCM & Universidade de Macau
Edição: Lisboa, 2025 | Idioma: Inglês | Nº Páginas: 342
Dimensões: 230x150x25mm
Peso: 542 g

Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau: 30 Anos

Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau: 30 Anos

20,00

Durante o período em que decorreram as negociações que conduziriam à retrocessão de Macau para a República Popular da China, foi elaborada durante as negociações a Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau. Esta Lei Básica consolidou o elevado grau de autonomia da RAEM, confirmando o estatuto autónomo especial ao nível das suas leis, instituições e sistema socioeconómico. Macau ficou com uma organização judiciária autónoma, com instituições consolidadas e um quadro jurídico consistente, mantendo o ordenamento jurídico de origem portuguesa, em língua chinesa. Este sistema judicial de matriz ocidental tem sido determinante na preservação da sua tradicional vocação estratégica como plataforma de cooperação, reforçando a presença de Portugal no enclave, até pela ligação aos restantes países de língua oficial portuguesa. O sucesso deste modelo de “transição negociada”, no âmbito da fórmula “um país, dois sistemas” continua a ser testado até 2049. E a necessidade de compreender adequadamente a Lei Básica continua a ser premente, mormente em Portugal, País cuja comunidade jurídica tem todo o interesse em capitalizar um acervo de conhecimento privilegiado, único no Mundo, forjado pelo trato de mais de quatro séculos. Este livro, suscitado por colóquios em Portugal e Macau que assinalaram o 30.º aniversário da Lei Básica, promovidos pelas Faculdades de Direito da Universidade de Lisboa e da Universidade de Macau e pelo Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), é um modesto contributo para manter vivo esse interesse, e aborda uma variedade de vertentes e áreas distintas afetadas pela Lei Básica.

Coordenação: Carmen Amado Mendes e Vitalino Canas

ISBN: 978-972-8586-70-6
Editores: CCCM
Edição: Lisboa, 2025 | Idioma: Português, Inglês | Nº Páginas: 153
Dimensões: 230x150x25mm
Peso: 278 g

O Poder entre Lisboa e o Oriente. Persistências e Mudanças na Administração do Ultimato ao Ato Colonial.

O Poder entre Lisboa e o Oriente. Persistências e Mudanças na Administração do Ultimato ao Ato Colonial.

30,00

As formas de administração colonial constituíram um dos tópicos presentes nos debates e práticas coloniais que se desenvolveram sobretudo a partir da segunda metade do século XIX. É também esse o tema deste livro, que estuda essa realidade em três espaços diferentes, Índia, Macau e Timor, no período compreendido após o Ultimatum britânico e o Ato Colonial.
Neste intervalo, o quadro existente, institucionalizado desde 1869, foi sendo alterado pela criação de novas repartições, pela introdução de novas formas de controlo financeiro ou pela mudança de estatuto e organização em algumas colónias, tornando a administração menos homogénea do que se fazia ver. Fizeram-se também propostas para modificações, com intenções modernizadoras, sobretudo no final da Monarquia, as quais prosseguiram pela República. A mudança mais estruturada pelas leis de 1914 e 1920, continuada pelas Cartas Orgânicas, foram condicionadas pelo momento político da sua produção, conheceram alguns entraves e mostraram-se insuficientes, obrigando a nova legislação, que na Ditadura Militar se encaminhou para um maior controlo.
Além deste acompanhamento, tem-se também em conta como se operacionalizavam as decisões centrais e locais e a relação entre os diversos órgãos. Procede-se também ao estudo dos órgãos de poder, entre os seus detentores, a sua composição e as competências, considerando-se a sua evolução ao longo do período estudado.

Autor: Célia Reis

Coordenação: Carmen Amado Mendes e Wu Zhiliang

ISBN: 978-972-8586-71-3
Editores: CCCM
Edição: Lisboa, 2025 | Idioma: Português | Nº Páginas: 443
Dimensões: 230x150x25mm
Peso: 720 g

Poemas de Han Shan

Poemas de Han Shan

15,00

Autor: Han Shan
Seleção, Tradução, Prefácio e Notas: António Graça de Abreu

ISBN: 978-989-35434-5-0
Editores: Grão-Falar
Edição: Lisboa, 2024 | Idioma: Português | Nº Páginas: 166
Dimensões: 189x130x11 mm
Peso: 208 g

Um Demónio de Tinta

Um Demónio de Tinta

15,00

Li He (790-816) foi um génio maldito da dinasta Tang, um poeta precoce e predestinado, cuja obra funde o sublime e o mito. Falecido aos 26 anos, nos seus versos ecoam lamentos de cavalos de bronze, passeiam deuses caídos entre ruínas e um ritmo negro tinta do tempo. Esta poesia- edificada sobre um bestiário sombrio e alucinado -estendeu a sua influência até aos nossos dias. O “Donzel das longas unhas “(que ele usava para alcançar um rolo de papel e nele escrever, enquanto cavalgava por planícies reais e fantásticas) é um demónio de tinta que assombra e inquieta a literatura chinesa.

Autor: Li He
Tradução, Introdução e Notas: Rui Cascais

ISBN: 978-989-35434-9-8
Editores: Grão-Falar
Edição: Lisboa, 2025 | Idioma: Português | Nº Páginas: 152
Dimensões: 189x132x12 mm
Peso: 212 g

Via do Meio #7 - As Montanhas Sagradas da China

Via do Meio #7 – As Montanhas Sagradas da China

10,00

Diretor: Carlos Morais José
Editores: João Luz e José C. Mendes

Textos: Adelino Ínsua, Ana Cristina Alves, Andre Bueno, Andreia Sofia Silva, António Graça de Abreu, Carlos Morais José, Cheong Kin Man, Fernanda Dias, Gil de Carvalho, Gon Yuhong, Gualter Cunha, Jorge Sousa Braga, José Simões Morais, Julie Oyang, M. Ângela Andrade, Miguel Lenoir, Paulo Maia e Carmo, Raúl Pissara, Ricardo Primo Portugal, Rui Cascais, Stella Lee Shunk Yee, Tan Xiao, Tao Yuanming, Xi Chuan, Xu Keqiao, Zhang Xianwu, Zhu Xi.

Edição: Lisboa, 2025 | Idioma: Português | Nº Páginas: 146
Dimensões: 276x200x8 mm
Peso: 401 g

Via do Meio #8 - A Criação do Mundo

Via do Meio #8 – A Criação do Mundo

10,00

Diretor: Carlos Morais José
Editores: João Luz e José C. Mendes

Textos: Ana Cristina Alves, André Bueno, Andreia Sofia Silva, António Graça Abreu, António Izidro, Carlos Morais José, Cláudia Ribeiro, Gong Yuhong, João Miguel Barros, José Simões Morais, Julie Oyang, Li Chenyang, Luís Bernardino, Miguel Lenoir, Paulo Maia e Carmo, Raúl Pissarra, Rui Cascais.

Edição: Lisboa, 2025 | Idioma: Português | Nº Páginas: 154
Dimensões: 279x200x8 mm
Peso: 401 g

Via do Meio #9 - Peixes Felizes ou Talvez Não

Via do Meio #9 – Peixes Felizes ou Talvez Não

10,00

Diretor: Carlos Morais José
Editores: João Luz e José C. Mendes

Textos: Ana Cristina Alves, André Bueno, Andreia Sofia Silva, António Graça Abreu, Carlos Morais José, Gong Yuhong, José Simões Morais, Julie Oyang, Leandro Durazzo, Li Chenyang, Miguel Lenoir, Paulo Maia e Carmo, Rui Cascais, Roderick Ptah.

Edição: Lisboa, 2025 | Idioma: Português | Nº Páginas: 145
Dimensões: 279x200x8 mm
Peso: 401 g

Viagem de Lisboa para Macau -1825, por José Joaquim de Miranda e Oliveira Sacerdote da Congregação da Missão

Viagem de Lisboa para Macau -1825, por José Joaquim de Miranda e Oliveira Sacerdote da Congregação da Missão

15,00

Iniciara-se há um mês e cinco dias o ano de 1826 quando José Joaquim de Miranda e Oliveira, sacerdote da Congregação da Missão, assinou a relação da viagem de quase sete meses que fizera de Lisboa para Macau, de 1 de Abril a 24 de Outubro de 1825, no navio Vasco da Gama, na companhia de mais três congregados: João da França de Castro e Moura, Jerónimo José da Mata e José Ferreira da Silva.

Ironicamente, a viagem dos jovens minoristas João da França de Castro e Moura e Jerónimo José da Mata, cujo percurso de vida, mais longo, lhes viria a permitir relativa notoriedade e um papel de especial relevo no âmbito da propagação da fé, da defesa e concretização dos desígnios nacionais e do serviço a todos os humanos irmãos, ficou narrada para a posteridade por aquele cujo curso existencial mais cedo chegaria à sua foz, não chegando a permitir-lhe o papel relevante de que o seu relato e disposição para o estudo o mostravam bem capaz (e dificultando-nos assim o acesso a outros dados biográficos): José Joaquim de Miranda e Oliveira, sacerdote da Congregação da Missão já em 1825.

Fazia parte das obrigações e planos monásticos e eclesiásticos dar detalhadamente conta de cada viagem evangelizadora ou empresa de propagação da fé.

José Joaquim Pereira de Miranda e Oliveira, o autor deste breve relato, nascera em 1797 e ingressara no seminário de Rilhafoles em 1815. A 24 de Outubro de 1825, aos vinte e oito anos, chega a Macau, de onde parte dois anos depois para Nanquim, de que foi vigário geral, contudo, falece precocemente no dia de Todos os Santos, o primeiro de Novembro de 1828, deixando os cristãos a chorar a imensa perda de um padre europeu tão virtuoso e promissor, como então não se cansava de referir Monsenhor Carpeña Diaz, vigário apostólico de Fukien. Não o vitimaram os grandes perigos a que estivera exposto na viagem que descreveu — disso se mostrando grato em vários momentos do seu texto —, mas aguardavam-no, no destino, as implacáveis doenças da terra firme e a perseguição aos cristãos, que tornou a sua viagem de Macau para Nanquim mais mortífera que a aventura marítima, e comparativamente mais demorada.

O último legado escrito de José Joaquim de Miranda e Oliveira poderá ser o testemunho vívido, gracioso e generosamente detalhado desta viagem, de que não regressaria para voltar a ver a sua terra “tão digna de ser amada” e os seus irmãos de que já revelava saudades logo à partida, quiçá pressentindo que não voltaria a vê-los. Era notável o espírito de total entrega e sacrifício que levava este jovem sacerdote, e tantos outros, a entregar-se a um destino desconhecido em longínquas paragens em nome de Deus e da missão.

O manuscrito inédito do seu diário de viagem apresenta-se neste livro editado em lição semidiplomática, com estudo linguístico e glossário, e em lição modernizada ou interpretativa, com estudo do seu conteúdo, de forma a melhor o oferecer à leitura de todos quantos, no mundo, nele encontram referências à sua terra, gentes, línguas e costumes, entre Lisboa e Macau: muito em especial as ilhas de Cabo Verde, Indonésia, Malásia e Filipinas, a caminho da China. Os nomes dos pássaros e peixes desconhecidos, dos fenómenos atmosféricos, marítimos e sociais que se ofereciam à vista do maravilhado vicentino foram neles comentados e explicados, tal como o até então pouco conhecido “enjoo” marítimo, o tipo de coches usado nas Filipinas, a indumentária dos locais, ou a falta dela, e as ervas fumadas e mascadas nos portos de passagem.

Em termos filológicos, o manuscrito é igualmente rico, dando-nos conta de um português que cruzou o mundo e suas línguas e com eles se enriqueceu e multiplicou.

Autor: Anabela Leal de Barros

ISBN: 978-989-36394-0-5
Editores: Grão-Falar
Edição: Lisboa, 2025 | Idioma: Português | Nº Páginas: 217
Dimensões: 220x132x15 mm
Peso: 314g